Amor, não sei mais quanto tempo faz que tu partiu, parei de contar quando percebi que cada segundo que nos separa me causa uma dor maior e diferente em meu peito, não sei mais o que é real ou imaginação, em noites que a saudade aperta deito em nossa cama, com seu travesseiro e o abraço tão forte como se fosse você. Choro muitas vezes por momentos como esse não passarem de uma imaginação, e por isso te escrevo, quase como uma suplica, para que volte, a saudade não tem mãos mas aperta como se tivesse, não tem garras, mas machuca como se tivesse e meu coração não suporta mais sofrer com tua ausência. Te escrevo na esperança não apenas de que leia a sinta minhas palavras, mas que consiga sentir, através de tais palavras, a saudade e a dor que essa distância que nos separa me causa e assim volte. E eu, como uma criança de cinco anos que acredita em super-herói, acredito que você vai voltar. (QuandoEuTeVejo)

Amor, não sei mais quanto tempo faz que tu partiu, parei de contar quando percebi que cada segundo que nos separa me causa uma dor maior e diferente em meu peito, não sei mais o que é real ou imaginação, em noites que a saudade aperta deito em nossa cama, com seu travesseiro e o abraço tão forte como se fosse você. Choro muitas vezes por momentos como esse não passarem de uma imaginação, e por isso te escrevo, quase como uma suplica, para que volte, a saudade não tem mãos mas aperta como se tivesse, não tem garras, mas machuca como se tivesse e meu coração não suporta mais sofrer com tua ausência. Te escrevo na esperança não apenas de que leia a sinta minhas palavras, mas que consiga sentir, através de tais palavras, a saudade e a dor que essa distância que nos separa me causa e assim volte. E eu, como uma criança de cinco anos que acredita em super-herói, acredito que você vai voltar. (QuandoEuTeVejo)


Ele se aproximou e então me abraçou, não consegui ouvir nada e ele também não disse nada, tudo se calou e os únicos barulhos que ouvíamos era a nossa respiração descompassada e as batidas dos corações tão rápidas e pesadas que abafavam o som da nossa respiração. Ficamos ali, imóveis por tanto tempo que perdi a noção do tempo, estava tão silêncio e eu não me atreveria nunca a quebrar aquele silêncio, até que ele chegou próximo ao meu ouvido e sussurrou:– Esperei tanto por esse momento. Senti seus lábios tocarem os meus tão suavemente, e enfim nos beijamos. (QuandoEuTeVejo)

Ele se aproximou e então me abraçou, não consegui ouvir nada e ele também não disse nada, tudo se calou e os únicos barulhos que ouvíamos era a nossa respiração descompassada e as batidas dos corações tão rápidas e pesadas que abafavam o som da nossa respiração. Ficamos ali, imóveis por tanto tempo que perdi a noção do tempo, estava tão silêncio e eu não me atreveria nunca a quebrar aquele silêncio, até que ele chegou próximo ao meu ouvido e sussurrou:
 Esperei tanto por esse momento. 
Senti seus lábios tocarem os meus tão suavemente, e enfim nos beijamos. (QuandoEuTeVejo)


Nasci no tempo errado. Gosto de lugares afastados, de ler um bom e velho livro sentada em uma arvore sentindo a briza soprar forte e folhear as folhas do livro velho, subindo um cheiro forte de histórias mal contadas, mas bem vividas. Gosto de gastar meu tempo comendo amoras sentada na grama olhando o sol em suas diversas formas e poses ate que chega a lua acabando com o espetáculo do sol e roubando suas salva de palmas com o seu grupo de estrelas que apenas dão continuidade ao seu mais lindo e longo show para o horizonte. Não gosto de amores, gosto do amor, aquele mesmo que só se sente uma vez e que de tão forte se eterniza na alma. Não gosto de coisas passageiras, que só vem, deixam sua marca e vão embora. Isso se chama fragilidade. Gosto de força. De coisas fortes que suportam o tempo, se adequam as mudanças e fazem do tempo seu melhor amigo, assim tornando-se eterno. É de amor eterno, de pessoas eternas que eu gosto. (QuandoEuTeVejo)

Nasci no tempo errado. Gosto de lugares afastados, de ler um bom e velho livro sentada em uma arvore sentindo a briza soprar forte e folhear as folhas do livro velho, subindo um cheiro forte de histórias mal contadas, mas bem vividas. Gosto de gastar meu tempo comendo amoras sentada na grama olhando o sol em suas diversas formas e poses ate que chega a lua acabando com o espetáculo do sol e roubando suas salva de palmas com o seu grupo de estrelas que apenas dão continuidade ao seu mais lindo e longo show para o horizonte. Não gosto de amores, gosto do amor, aquele mesmo que só se sente uma vez e que de tão forte se eterniza na alma. Não gosto de coisas passageiras, que só vem, deixam sua marca e vão embora. Isso se chama fragilidade. Gosto de força. De coisas fortes que suportam o tempo, se adequam as mudanças e fazem do tempo seu melhor amigo, assim tornando-se eterno. É de amor eterno, de pessoas eternas que eu gosto. (QuandoEuTeVejo)


— Por que você não sai e se diverte um pouco? – perguntou minha mãe preocupada, me encarando da porta do quarto — Você não sai à meses. – Completou.— Gosto de ficar sozinha. – Tentei esconder o rosto. Foi em vão.— Por que? – Ela se aproximou.— Porque sozinha eu não preciso fingir o que não sou. – Encarei o vazio.— E o que você finge ser? – Ela continuava preocupada.— Forte… Feliz. – Desabei.Ela me abraçou, afinal, não havia nada mais a ser feito ou dito. Ou havia? (QuandoEuTeVejo)

— Por que você não sai e se diverte um pouco? – perguntou minha mãe preocupada, me encarando da porta do quarto — Você não sai à meses. – Completou.
— Gosto de ficar sozinha. – Tentei esconder o rosto. Foi em vão.
— Por que? – Ela se aproximou.
— Porque sozinha eu não preciso fingir o que não sou. – Encarei o vazio.
— E o que você finge ser? – Ela continuava preocupada.
— Forte… Feliz. – Desabei.
Ela me abraçou, afinal, não havia nada mais a ser feito ou dito. Ou havia? (QuandoEuTeVejo)


Fechei os olhos por um segundo e consegui sentir mãos firmes em minha cintura, sabia de quem eram aquelas mãos firmes e ao mesmo tempo calorosas… era dele, sorri ao sentir o leve toque dos meus lábios no dele, minhas mãos foram de seu pescoço a sua nuca, ele arfou como se suplicasse por ar, dei mais um sorriso, dessa vez mais largo, mais feliz, ele me beijou e por um segundo consegui sentir como se meu corpo tivera pegando fogo, as mãos dele me puxaram para mais perto, numa tentativa de nunca mais deixar-me ir. Senti um toque em minha mão, finalmente abri os olhos, forcei os olhos pois o sol estava forte e quente… Estava enlouquecendo, estava sonhando com ele até quando estivera acordada. Era maluquice o que ele me fazia sentir sem nunca ter me tocado de verdade, afastei minha mão do que quer que a tinha tocado e me arrependi segundos depois suplicando para que fosse sua mão que tivesse ao menos esbarrado na minha. Não fora, fora o vento, apenas o vento. Encarei o céu azul e o sol forte… Ele estava distante agora, como sempre estivera e eu desejei nunca ter aberto os olhos novamente. (QuandoEuTeVejo)

Fechei os olhos por um segundo e consegui sentir mãos firmes em minha cintura, sabia de quem eram aquelas mãos firmes e ao mesmo tempo calorosas… era dele, sorri ao sentir o leve toque dos meus lábios no dele, minhas mãos foram de seu pescoço a sua nuca, ele arfou como se suplicasse por ar, dei mais um sorriso, dessa vez mais largo, mais feliz, ele me beijou e por um segundo consegui sentir como se meu corpo tivera pegando fogo, as mãos dele me puxaram para mais perto, numa tentativa de nunca mais deixar-me ir. Senti um toque em minha mão, finalmente abri os olhos, forcei os olhos pois o sol estava forte e quente… Estava enlouquecendo, estava sonhando com ele até quando estivera acordada. Era maluquice o que ele me fazia sentir sem nunca ter me tocado de verdade, afastei minha mão do que quer que a tinha tocado e me arrependi segundos depois suplicando para que fosse sua mão que tivesse ao menos esbarrado na minha. Não fora, fora o vento, apenas o vento. Encarei o céu azul e o sol forte… Ele estava distante agora, como sempre estivera e eu desejei nunca ter aberto os olhos novamente. (QuandoEuTeVejo)


Foi quando olhei pra ele que percebi… Aquilo nunca iria acabar. O que estava dentro de mim ia permanecer, passasse o tempo que passasse, acontecesse o que acontecesse, aquilo permaneceria, mesmo que ele um dia partisse e só de pensar em perde-lo… Era como um pesadelo. Um pesadelo que, às vezes, invadia minhas noites e me fazia chorar ao pensar o quão solitária e triste eu era sem ele. Como fui capaz de viver tantos anos sem sentir o que eu sinto agora? Eu sempre me senti incompleta, algo em mim era ”morto”, ”desligado”. Faltava algo, entende? Depois consegui entender… Não faltava algo, aquilo já estava ali, só precisava ser despertado, acordado, sentido. Ele despertou isso em mim. Eu tive medo, à principio tive muito medo, eu não sabia controlar o que estava sentindo, quando percebi já estava refém de algo que até hoje não sei explicar. Me disseram que isso era amor, mas afinal, será mesmo só amor? Eu não sei, talvez nunca saiba, mas para o que eu sinto ainda não inventaram nome. Talvez nunca tenha sido sentido por outro alguém, talvez seja único, talvez seja algo que só eu possa sentir, ou que só ele possa despertar em alguém… Talvez. Talvez eu nunca vou saber. (QuandoEuTeVejo)

Foi quando olhei pra ele que percebi… Aquilo nunca iria acabar. O que estava dentro de mim ia permanecer, passasse o tempo que passasse, acontecesse o que acontecesse, aquilo permaneceria, mesmo que ele um dia partisse e só de pensar em perde-lo… Era como um pesadelo. Um pesadelo que, às vezes, invadia minhas noites e me fazia chorar ao pensar o quão solitária e triste eu era sem ele. Como fui capaz de viver tantos anos sem sentir o que eu sinto agora? Eu sempre me senti incompleta, algo em mim era ”morto”, ”desligado”. Faltava algo, entende? Depois consegui entender… Não faltava algo, aquilo já estava ali, só precisava ser despertado, acordado, sentido. Ele despertou isso em mim. Eu tive medo, à principio tive muito medo, eu não sabia controlar o que estava sentindo, quando percebi já estava refém de algo que até hoje não sei explicar. Me disseram que isso era amor, mas afinal, será mesmo só amor? Eu não sei, talvez nunca saiba, mas para o que eu sinto ainda não inventaram nome. Talvez nunca tenha sido sentido por outro alguém, talvez seja único, talvez seja algo que só eu possa sentir, ou que só ele possa despertar em alguém… Talvez. Talvez eu nunca vou saber. (QuandoEuTeVejo)


Dormia e chorava enquanto lá fora a chuva era forte e os trovões altos de mais. Essa era a unica hora em que eu podia transbordar minhas emoções. Lá fora chovia, minhas lágrimas eram as gostas d’água que caiam forte sobre a cama e o livro. Minhas suplicas eram os trovões. Era como se eles me entendessem, como se conversassem comigo. O livro velho que eu abraça muito me impressionava, não entendia como ele ainda estava inteirinho e com uma aparência boa, apesar das noites em que passei lendo-o e relendo, riscando e apagando, confesso que fiz alguns estragos nele, mas ele me lembrava algo, algo que eu tenho e que também fora marcado com o tempo e hoje está cheio de estragos, mas por fora continua com uma aparência boa. Ele me lembra meu coração que, com tantas idas e vindas, hoje já não se encontra mais disponível para receber se quer uma visita rápida para comentar sobre o clima ou sobre o dia, pois dentro deles os dias são todos iguais, chuvosos, frios e dolorosos. (QuandoEuTeVejo)

Dormia e chorava enquanto lá fora a chuva era forte e os trovões altos de mais. Essa era a unica hora em que eu podia transbordar minhas emoções. Lá fora chovia, minhas lágrimas eram as gostas d’água que caiam forte sobre a cama e o livro. Minhas suplicas eram os trovões. Era como se eles me entendessem, como se conversassem comigo. O livro velho que eu abraça muito me impressionava, não entendia como ele ainda estava inteirinho e com uma aparência boa, apesar das noites em que passei lendo-o e relendo, riscando e apagando, confesso que fiz alguns estragos nele, mas ele me lembrava algo, algo que eu tenho e que também fora marcado com o tempo e hoje está cheio de estragos, mas por fora continua com uma aparência boa. Ele me lembra meu coração que, com tantas idas e vindas, hoje já não se encontra mais disponível para receber se quer uma visita rápida para comentar sobre o clima ou sobre o dia, pois dentro deles os dias são todos iguais, chuvosos, frios e dolorosos. (QuandoEuTeVejo)


As vezes que a brisa soprou forte nas manhãs frias, eu  imaginei que era teu beijo e teu abraço me cercando, fechava os olhos e  sorria. Diversas vezes sonhei com você,  com seu beijo e com seu toque, acordava assustada, sorrindo e feliz.  Aquela madrugada que você me mandou mensagem, eu lembro de cada palavra, “eu te amo muito,  nunca se esqueça disso.” Eu quase não dormi depois de ler essas  palavras, e quando dormi, dormi sorrindo. Aquele amor que eu só  pude ver o valor, a intensidade, quando o perdi. “Você tem que perder pra dar valor”. É, eu perdi. Dei valor. Tarde demais. Um erro que prejudicou todos os momentos, promessas,  sonhos, e planos de um futuro nem tão próximo. Um erro, meu erro. Aquele  erro que te fez ir embora, sem olhar pra trás. Aquele erro que me faz  voltar no passado todo dia e imaginar uma continuação pra nossa  história. Eu poderia ter dito algo  naquele momento, mas não disse, por medo, insegurança. Quantas vezes eu  te machuquei com as minhas palavras? Quantas dores eu te causei com meu  silêncio? Eu te fiz sofrer de mais e naquele momento vi que era o  início de uma nova vida pra você, uma vida sem sofrimento, com alguém que te amaria da forma que você desejava, da forma que você  merecia. Eu te deixei ir, ir em busca da sua felicidade, mesmo que nessa  felicidade você não me incluísse. Eu deixei você ir, deixei o caminho livre pra você ir e também pra  voltar. Hoje está frio, um pouco mais frio que os outros dias, mas algo me esquenta,  não é sua presença, mas é seu amor, aquele amor que mesmo depois que você se foi, ele ainda permanece aqui pra provar que tudo que aconteceu não foi um simples pesadelo, ele permanece aqui pra provar que eu te perdi e que eu não posso te ter de volta. (QuandoEuTeVejo)

As vezes que a brisa soprou forte nas manhãs frias, eu imaginei que era teu beijo e teu abraço me cercando, fechava os olhos e sorria. Diversas vezes sonhei com você, com seu beijo e com seu toque, acordava assustada, sorrindo e feliz. Aquela madrugada que você me mandou mensagem, eu lembro de cada palavra, “eu te amo muito, nunca se esqueça disso.” Eu quase não dormi depois de ler essas palavras, e quando dormi, dormi sorrindo. Aquele amor que eu só pude ver o valor, a intensidade, quando o perdi. “Você tem que perder pra dar valor”. É, eu perdi. Dei valor. Tarde demais. Um erro que prejudicou todos os momentos, promessas, sonhos, e planos de um futuro nem tão próximo. Um erro, meu erro. Aquele erro que te fez ir embora, sem olhar pra trás. Aquele erro que me faz voltar no passado todo dia e imaginar uma continuação pra nossa história. Eu poderia ter dito algo naquele momento, mas não disse, por medo, insegurança. Quantas vezes eu te machuquei com as minhas palavras? Quantas dores eu te causei com meu silêncio? Eu te fiz sofrer de mais e naquele momento vi que era o início de uma nova vida pra você, uma vida sem sofrimento, com alguém que te amaria da forma que você desejava, da forma que você merecia. Eu te deixei ir, ir em busca da sua felicidade, mesmo que nessa felicidade você não me incluísse. Eu deixei você ir, deixei o caminho livre pra você ir e também pra voltar. Hoje está frio, um pouco mais frio que os outros dias, mas algo me esquenta, não é sua presença, mas é seu amor, aquele amor que mesmo depois que você se foi, ele ainda permanece aqui pra provar que tudo que aconteceu não foi um simples pesadelo, ele permanece aqui pra provar que eu te perdi e que eu não posso te ter de volta. (QuandoEuTeVejo)


São quantos andares? Não consigo contar daqui, talvez quinze ou vinte.  Me pergunto a todo momento se vai doer, já ouvi dizerem que só dói, só  bate o medo e o desespero nos últimos andares, mas bom, ai já é tarde de  mais pra voltar atrás. Eu não sei como cheguei aqui, eu só me lembro de  ter chorado muito na noite passada, chorado tanto a ponto de soluçar e  me cegar com minhas próprias lágrimas. Lembro quando eu tinha sete, seis  anos e me machucava, eu nunca fui de chorar quando me machucava,  chorava mesmo quando minha mãe dizia que teria que passar remédio, eu  sabia que não ia arder, mas era uma desculpa pra deixar aquele nó na  garganta sair, nunca gostei de expor minhas dores para todos verem, é  por isso que quando choro, choro escondida, na madrugada, quando todos  dormem ou quando me vejo sozinha em casa. Tem tanta gente lá embaixo,  dei três passos em direção a ponta do edifício, nesse momento uma  mulher, com uma criança de talvez três anos no colo me notou. A criança  apontou para mim e a mulher se assustou, segurou firme a criança e  chamou por ajuda. Uma linda criança, consigo ver que os olhos dela são  claros, talvez azuis ou verdes, não sei ao certo, me faz lembrar seus  olhos, aqueles lindos olhos verdes claros que me observavam quando eu  acordava sonolenta as três da manhã assustada com algum pesadelo,  aqueles olhos que eu vi derramar lágrimas por minha culpa, como eram  bonitos. Lembro de como eles quase se fechavam quando você sorria, era  uma mistura perfeita de olhos esmeralda com um sorriso de criança. Como  era bom o tempo que eu ainda os fazia nascer em seus lábios. Mais um  passo, mais pessoas me observando lá em baixo, algumas se abraçam e  mordem os lábios, lembro quando você também fazia isso, você me  abraçava, e mordia a boca, às vezes a sua, às vezes a minha, mordia  mesmo eu dizendo que não era pra morder, tá ai, você sempre foi teimoso,  sua teimosia de vez em quando me irritava, muito, mas ai você vinha com  aquele seu jeitinho carinhoso, me abraçava, me beijava e falava  baixinho “desculpa amor”. Como sinto falta dos teus abraços, dos teus  beijos, dos teus carinhos, das suas palavras doces e também das mais  amargas que se pode ouvir. Você era uma mistura de sentimentos,  sentimentos bons e ruins, mas você continuava o mesmo, nunca mudava, era  o meu “bebê”, meu chato, meu amor, como foi que eu deixei tudo isso se  perder? Mais um passo, alguém me chama, é sua voz. Será que estou louca?  Me viro e te vejo, aqueles olhos tão verdes me encarando, como você  fazia quando eu acordava assustada depois de um pesadelo, hoje eles  parecem assustado, com medo. Sua boca se movimenta, eu não consigo  entender, você diz de novo e eu entendo “Por favor, não!” tudo bem amor,  a gente se encontra na eternidade. O vento bate no meu cabelo, os  andares passam rápido, eu consigo ver que você se aproximou na ponta do  prédio, por favor querido, não pule… (QuandoEuTeVejo)

São quantos andares? Não consigo contar daqui, talvez quinze ou vinte. Me pergunto a todo momento se vai doer, já ouvi dizerem que só dói, só bate o medo e o desespero nos últimos andares, mas bom, ai já é tarde de mais pra voltar atrás. Eu não sei como cheguei aqui, eu só me lembro de ter chorado muito na noite passada, chorado tanto a ponto de soluçar e me cegar com minhas próprias lágrimas. Lembro quando eu tinha sete, seis anos e me machucava, eu nunca fui de chorar quando me machucava, chorava mesmo quando minha mãe dizia que teria que passar remédio, eu sabia que não ia arder, mas era uma desculpa pra deixar aquele nó na garganta sair, nunca gostei de expor minhas dores para todos verem, é por isso que quando choro, choro escondida, na madrugada, quando todos dormem ou quando me vejo sozinha em casa. Tem tanta gente lá embaixo, dei três passos em direção a ponta do edifício, nesse momento uma mulher, com uma criança de talvez três anos no colo me notou. A criança apontou para mim e a mulher se assustou, segurou firme a criança e chamou por ajuda. Uma linda criança, consigo ver que os olhos dela são claros, talvez azuis ou verdes, não sei ao certo, me faz lembrar seus olhos, aqueles lindos olhos verdes claros que me observavam quando eu acordava sonolenta as três da manhã assustada com algum pesadelo, aqueles olhos que eu vi derramar lágrimas por minha culpa, como eram bonitos. Lembro de como eles quase se fechavam quando você sorria, era uma mistura perfeita de olhos esmeralda com um sorriso de criança. Como era bom o tempo que eu ainda os fazia nascer em seus lábios. Mais um passo, mais pessoas me observando lá em baixo, algumas se abraçam e mordem os lábios, lembro quando você também fazia isso, você me abraçava, e mordia a boca, às vezes a sua, às vezes a minha, mordia mesmo eu dizendo que não era pra morder, tá ai, você sempre foi teimoso, sua teimosia de vez em quando me irritava, muito, mas ai você vinha com aquele seu jeitinho carinhoso, me abraçava, me beijava e falava baixinho “desculpa amor”. Como sinto falta dos teus abraços, dos teus beijos, dos teus carinhos, das suas palavras doces e também das mais amargas que se pode ouvir. Você era uma mistura de sentimentos, sentimentos bons e ruins, mas você continuava o mesmo, nunca mudava, era o meu “bebê”, meu chato, meu amor, como foi que eu deixei tudo isso se perder? Mais um passo, alguém me chama, é sua voz. Será que estou louca? Me viro e te vejo, aqueles olhos tão verdes me encarando, como você fazia quando eu acordava assustada depois de um pesadelo, hoje eles parecem assustado, com medo. Sua boca se movimenta, eu não consigo entender, você diz de novo e eu entendo “Por favor, não!” tudo bem amor, a gente se encontra na eternidade. O vento bate no meu cabelo, os andares passam rápido, eu consigo ver que você se aproximou na ponta do prédio, por favor querido, não pule… (QuandoEuTeVejo)